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terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Shadows of the Damned - PS3 - Opinião

Shadows of the Damned, o jogo lançado pela equipa de sonho Suda 51, Shinji Mikami e Akira Yamaoka, tem tudo para dar certo, certo? Certo! Mais ou menos...
O jogo é uma homenagem ao cinema de série B, aqueles filmes de sessão matiné dos anos 70-80 muito cheesy e corny cheio de one liners e tropes. Uma pequena lata que quando agitada, solta sangue, tripas e mais sei lá o quê. Se forem fãs do género, então vão adorar, vão se sentir num filme do Robert Rodriguez, mas não contem com o Danny Trejo - há outro mexicano em cena.
Ora, Garcia Hotspur calça as botas do macho latino, caçador de vampiros, apaixonado, vingador que vai ao inferno salvar a sua amada, Paula, uma loura podre de boa que encontrou no caixote de lixo. Yeap. Mas não vai sozinho, vai com a sua amiga caveira Jonhson que é a primeira de muitas referências fálicas - sim, contem com imensas piadas e derivados de pila.
Usando o épico Divina Comédia de Dante Alighieri como pano de fundo, vamos percorrer não os círculos do inferno, mas uma cidade lá na zona até chegar ao castelo do mauzão, Flemming, o chefe incontestável dos demónios e matá-lo. Até lá chegar vamos ter de derrotar a morte e vários vilões que defecam escuridão, sim, achei engraçado!
Vindo de quem veio, esperava muito mais deste jogo, a máquina de hype à volta deste jogo era imensa. Os nomes envolvidos gritam qualidade por todos os poros, mas houve uma certa overdose na produção. Enquanto a história, as mecânicas são engraçadas e prendem o jogador àquele mundo, a jogabilidade deixa um pouco a desejar. Não é nada de outro mundo, é bastante repetitiva e com várias falhas. Pensem em Resident Evil 4, mas um arma mais fálica e faladora, mas que desta vez podem correr e disparar. Mais ou menos isso. Para além de disparar, podem dar cacetadas com uma tocha....
O jogo ganha pontos por contar histórias dentro de histórias. Havia todo um mundo dentro de um mundo em forma de pequenas histórias e quadros que nos iam sendo narrados à medida que os íamos descobrindo.
O jogo acaba por ser despachado num fim de semana, diverte e acaba aí. Com um final que promete sequela, decidi trocar o jogo por outro. Não estou interessado em regressar ao inferno; joguei, gostei, vou passar e experimentar novas coisas. Quem adora, adora e aceito isso, mas tenho pouco espaço na prateleira e quero o Dragon's Dogma.
Lição aprendida, controlar o hype e ter em conta que nomes famosos não fazem bons jogos, a menos que sejam o Kojima, se forem o Kojima até podem fazer um jogo de culinária.

Experimentem por vocês, o jogo está ao preço da uva mijona nessas lojas.

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